Destaque Pastoral

CRONICA DA SEMANA - 23 de junho de 2017

FESTEJAR FAZ BEM

 Folclore, casamento caipira e muita alegria. Essas são algumas características das festas juninas. Cada região acrescenta novos elementos. Permanece, no entanto, o significado geral: são festas tradicionais, muito alegres e que esquentam o frio inverno.
 CADA VEZ mais, sentimos necessidade de retomar o contato com as manifestações lúdicas e culturais de nossas raízes  familiares e sociais. A sociedade moderna, com o celular,  tablet, internet, rede sociais... sufoca o diálogo familiar,  comunitário,  limita e desumaniza as relações. As pessoas não têm mais tempo para o convívio. A sociedade hoje, ensina a nos conectar, mas não a nos comunicar verdadeiramente.
COMO são importantes as festas juninas! Elas dão vida às nossas comunidades. Ajudam as comunidades a crescerem na comunhão, porque são festas em mutirão que exigem a colaboração alegre de muita gente.  Fazem o povo esquecer um pouco suas preocupações para descobrir a alegria de estar junto. Elas interrompem o ritmo, às vezes alucinante e sem trégua da luta pela vida, para celebrar a própria vida.
 OUTRO valor das festas juninas e a participação.  Pessoas, que em outros momentos não recebem responsabilidade de coordenação, revelam-se capazes de organizar grupos e garantir a participação de todos. Os mais velhos são convidados a entrar na brincadeira e todos revivem a festa das aldeias nas quais as relações eram mais comunitárias e participativas. Isso é humanizante e todos os valores humanos coincidem com os valores cristãos.
 CONVÉM, ainda, lembrar que os festejos populares respondem a duas funções: a recreativa e a religiosa. Nas festas juninas essas funções estão bem claras. Não é só rezar aos santos, pedir-lhes graças, demonstrar fé e reconhecer a presença de Deus em suas vidas. É preciso, também, divertir-se alegrar-se e, por isso, a fogueira que anuncia o nascimento de João Batista, é também anúncio de alegria e todos dançam, comem, estouram fogos e brincam.
 ALÉM DE resgatar as origens culturais e sociais, há a necessidade de reavivar as raízes religiosas dessas festas com o reconhecimento da presença de Santo Antônio, João Batista e Pedro na vida do povo. Que bom seria se, nestas festas juninas, além de comemorar nas quermesses e fogueiras, nos lembrássemos de imitar também as virtudes destes grandes santos que celebramos. 

+ Itamar Vian
Arcebispo Emérito
di.vianfs@ig.com.br
            
 
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